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Dr. Marcelo Massuyoshi Iwamoto – Psiquiatria em Barueri – SP

Quantos já se perguntaram se sofrem de bipolaridade? Quantos já foram chamados de bipolar por outras pessoas? Que você possa compreender e desmistificar sobre esse quadro tão subestimado atualmente!

O transtorno bipolar ou bipolaridade como algumas pessoas chamam é uma condição de saúde mental complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizado por mudanças extremas de humor, energia e capacidade de funcionamento, esse transtorno vai muito além das oscilações emocionais normais que todos experimentamos. Compreender a bipolaridade é fundamental para quebrar estigmas, promover o diagnóstico precoce e garantir que as pessoas afetadas recebam o tratamento adequado.

Como o Dr. Marcelo pode te ajudar?

O Dr. Marcelo, além de sua experiência no campo da Psiquiatria, possui um acolhimento diferenciado na escuta do paciente. Muitos pacientes reconhecem que nunca passaram por um médico assim. Isso tudo devido à experiência pessoal de ter passado por Depressão e Ansiedade, que trouxe uma empatia ainda maior pelos pacientes na Psiquiatria.

Quem é o Dr. Marcelo Iwamoto?

Ele é cristão, casado, pai de 1 filha. Neto de imigrantes japoneses. Mas acima de tudo, alguém que realmente busca não só o tratamento para seus pacientes. Todo paciente é levado a uma jornada de auto-conhecimento, onde muitos começam a compreender por que tem gatilhos, por que reagem de tal forma, por que são impulsivos. Através de um atendimento com muito amor, paciência e dedicação, ocorre um aprendizado sobre quem você é, trazendo respostas para muitas questões pessoais. E como cada paciente é único, o tratamento é individualizado para cada um também.

O Que é o Transtorno Bipolar ou Bipolaridade

O transtorno bipolar ou bipolaridade é uma condição psiquiátrica crônica marcada por episódios alternados de mania (ou hipomania) e depressão. Durante os episódios maníacos, a pessoa experimenta um estado de humor elevado, euforia excessiva, aumento de energia e comportamentos impulsivos. Já nos episódios depressivos, predominam sentimentos de tristeza profunda, desesperança, falta de energia e perda de interesse nas atividades cotidianas.

É importante ressaltar que a bipolaridade não é simplesmente “ter altos e baixos” ou ser temperamental. As mudanças de humor são intensas, duradouras e podem prejudicar significativamente a vida pessoal, profissional e social da pessoa. Entre os episódios, muitos indivíduos experimentam períodos de estabilidade, embora alguns possam apresentar sintomas residuais.

Curiosidades

– A Fase depressiva geralmente surge na adolescência ou até na infância

– Muito mais comum a pessoa tratar depressão por meses ou até anos até se chegar ao diagnóstico de bipolaridade.

– Muitas pessoas acham que é o jeito delas, as chamadas “oito e oitenta” e vivem por muitos anos sofrendo com a inconstância das emoções e sentimentos

– Acabam tendo dificuldades em relacionamentos, sentindo cada vez mais culpa por cada vínculo perdido.

Tipos de Transtorno Bipolar

A classificação do transtorno bipolar considera a intensidade e a duração dos episódios de humor. Os principais tipos incluem:

Transtorno Bipolar Tipo I é caracterizado por episódios maníacos completos que duram pelo menos sete dias ou são tão graves que exigem hospitalização imediata. Geralmente, episódios depressivos também ocorrem, tipicamente durando pelo menos duas semanas. Algumas pessoas podem experimentar episódios com características mistas, apresentando sintomas de mania e depressão simultaneamente.

Transtorno Bipolar Tipo II envolve episódios depressivos maiores alternados com episódios hipomaníacos, que são formas mais leves de mania. A hipomania não causa o mesmo nível de prejuízo funcional que a mania completa e não requer hospitalização, mas ainda representa uma mudança clara no funcionamento normal da pessoa. Apesar de ser considerado “mais leve”, o Tipo II pode ser igualmente debilitante devido aos episódios depressivos severos.

Transtorno Ciclotímico (ciclotimia) é uma forma mais branda, mas crônica, caracterizada por períodos de sintomas hipomaníacos e períodos de sintomas depressivos. Embora os sintomas não sejam tão intensos quanto nos tipos I e II, eles são persistentes e podem interferir na qualidade de vida.

Além disso, existem outros tipos especificados e não especificados de bipolaridade que não se encaixam nas categorias acima, mas ainda apresentam mudanças anormais de humor.

Sintomas e Manifestações

Os sintomas da bipolaridade variam significativamente entre os episódios maníacos, hipomaníacos e depressivos.

Durante um episódio maníaco, a pessoa pode apresentar humor anormalmente elevado ou irritável, aumento significativo de energia, necessidade reduzida de sono (sentindo-se descansada após apenas três horas), autoestima inflada ou grandiosidade, fala mais rápida que o usual, pensamentos acelerados, distratibilidade aumentada, envolvimento excessivo em atividades com alto potencial de consequências dolorosas (gastos excessivos, investimentos imprudentes, comportamento sexual de risco) e, em casos graves, sintomas psicóticos como delírios ou alucinações.

Nos episódios depressivos, os sintomas incluem tristeza persistente, desesperança ou sensação de vazio, perda de interesse ou prazer em atividades anteriormente apreciadas, fadiga ou falta de energia significativa, dificuldade de concentração e tomada de decisões, alterações no sono (insônia ou sono excessivo), mudanças no apetite e peso, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, lentidão psicomotora e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

A hipomania apresenta sintomas semelhantes à mania, mas em menor intensidade e duração, geralmente não causando prejuízo funcional grave ou necessitando hospitalização. No entanto, a mudança de comportamento é perceptível para outras pessoas. Algumas pessoas apresenta uma irritação além do esperado.

Causas e Fatores de Risco

A bipolaridade não tem uma única causa identificável, mas resulta de uma combinação complexa de fatores genéticos, biológicos e ambientais.

Fatores genéticos desempenham um papel significativo. Pessoas com histórico familiar de bipolaridade têm maior probabilidade de desenvolver a condição. Estudos com gêmeos mostram alta concordância, especialmente em gêmeos idênticos, sugerindo forte componente hereditário.

Alterações neurobiológicas também estão envolvidas. Pesquisas indicam que pessoas com bipolaridade podem ter diferenças estruturais e funcionais no cérebro, particularmente nas áreas responsáveis pela regulação do humor, controle de impulsos e funções executivas. Desequilíbrios em neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina também são implicados.

Fatores ambientais e gatilhos podem precipitar episódios em pessoas geneticamente predispostas. Eventos estressantes da vida, como perda de emprego, término de relacionamento, morte de ente querido, trauma ou abuso podem desencadear o primeiro episódio ou episódios subsequentes. Privação de sono, uso de substâncias e certos medicamentos também podem precipitar episódios de humor.

Diagnóstico

O diagnóstico da bipolaridade é clínico, baseado em avaliação psiquiátrica detalhada. Não existe um exame de sangue ou imagem que possa confirmar o diagnóstico, embora esses testes possam ser úteis para excluir outras condições médicas que causam sintomas semelhantes.

O psiquiatra realizará uma entrevista aprofundada sobre o histórico de sintomas, padrões de humor, histórico familiar, uso de substâncias e impacto na vida diária. Ferramentas de avaliação padronizadas e escalas de humor podem ser utilizadas. É fundamental que o paciente relate não apenas episódios depressivos, mas também possíveis episódios maníacos ou hipomaníacos, que às vezes são esquecidos ou não reconhecidos como problemáticos.

O diagnóstico pode ser desafiador porque a bipolaridade frequentemente coexiste com outras condições como transtornos de ansiedade, abuso de substâncias e TDAH. Além disso, muitas pessoas procuram ajuda principalmente durante episódios depressivos, o que pode levar inicialmente a um diagnóstico de depressão unipolar. Muitas pessoas tratam inicialmente uma depressão até descobrirem que na verdade tem a bipolaridade.

Tratamento e Manejo

A bipolaridade é uma condição crônica, mas altamente tratável. O tratamento eficaz geralmente combina farmacoterapia, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Medicamentos são a base do tratamento. Estabilizadores de humor, como lítio e valproato, são fundamentais para prevenir episódios maníacos e depressivos. Antipsicóticos atípicos também são frequentemente utilizados, especialmente para sintomas maníacos agudos. Antidepressivos podem ser prescritos com cautela para episódios depressivos, geralmente em combinação com estabilizadores de humor para evitar precipitar mania. O ajuste da medicação é individual e pode levar tempo.

Psicoterapia complementa o tratamento medicamentoso. A terapia cognitivo-comportamental ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento negativos, desenvolver estratégias de enfrentamento e reconhecer sinais precoces de episódios. A psicoeducação ensina sobre a doença, importância da adesão ao tratamento e manejo de sintomas. Terapia familiar pode ajudar a melhorar a comunicação e o apoio. A terapia focada nos ritmos sociais e interpessoais auxilia na regulação dos ritmos circadianos e rotinas diárias.

Mudanças no estilo de vida são cruciais. Manter uma rotina regular de sono é fundamental, pois a privação de sono pode desencadear episódios maníacos. Evitar álcool e drogas ilícitas é essencial, pois essas substâncias podem interferir nos medicamentos e desestabilizar o humor. Exercício físico regular, alimentação balanceada e técnicas de gerenciamento de estresse também contribuem para a estabilidade.

Convivendo com a Bipolaridade

Viver com bipolaridade apresenta desafios únicos, mas com tratamento adequado e suporte, muitas pessoas levam vidas plenas e produtivas. O monitoramento regular do humor, através de diários ou aplicativos, ajuda a identificar padrões e sinais de alerta precoce de novos episódios.

A adesão ao tratamento é fundamental. Interromper medicamentos, mesmo durante períodos de estabilidade, aumenta significativamente o risco de recaída. Comunicação aberta com a equipe de saúde mental sobre efeitos colaterais e preocupações é essencial para ajustes adequados no plano de tratamento.

O apoio social desempenha papel vital. Familiares e amigos educados sobre a condição podem fornecer suporte crucial, ajudar a identificar mudanças de humor e incentivar a adesão ao tratamento. Grupos de apoio, presenciais ou online, permitem que pessoas com transtorno bipolar compartilhem experiências e estratégias.

É importante também desenvolver um plano de crise, identificando sinais de alerta de episódios graves e tendo estratégias claras de quando procurar ajuda emergencial. Muitas pessoas também se beneficiam de preparar diretivas antecipadas sobre suas preferências de tratamento caso fiquem gravemente doentes.

Conclusão

A bipolaridade é uma condição séria de saúde mental que requer compreensão, compaixão e tratamento adequado. Embora represente desafios significativos, não define a pessoa que convive com ele. Com diagnóstico precoce, tratamento apropriado e suporte adequado, indivíduos com bipolaridade podem alcançar estabilidade, realizar seus objetivos e ter qualidade de vida.

A desestigmatização do transtorno bipolar é fundamental para encorajar pessoas a procurar ajuda sem medo de julgamento. Quanto mais a sociedade compreender essa condição como o que ela realmente é, uma doença médica tratável e não uma falha de caráter, mais fácil será para aqueles que sofrem buscar e receber o cuidado que merecem. Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas de transtorno bipolar, procure ajuda profissional. O tratamento pode fazer uma diferença transformadora na vida.

Apesar de muitas vezes você se sentir diferente das outras pessoas, saiba que aqui você será acolhida e ouvida e terá um tratamento individualizado e único. Até quando você irá continuar sofrendo com questões que muitas vezes você não conseguia entender ou até explicar para as pessoas que ama? Agende sua consulta! Deus te abençoe!